estavámos a meio de uma conversa: eu, tu e o pedro, quando ouvi a minha pequena chorar. o meu coração ficou muito apertadinho e fui ter com ela ao quarto da mãe. peguei-lhe na mão e fui deitá-la na cama. deitei-me ao lado dela e fiz-lhe festinhas no cabelo, enquanto a ouvia chorar muito a dizer que tinha saudades da mãe. apeteceu-me chorar muito também, porque também eu tenho saudades do pedro e quero muito estar contigo, mas não chorei. fui forte, porque as mães têm de ser fortes. depois ela olhou para mim e contou-me muitas coisas que a fazem triste e disse, no meio de muitas lágrimas: eu sou má, ana. e isso é o que eu costumo dizer a mim própria. dei-lhe muitos beijinhos e disse que ela não era uma pessoa má, que não fosse tontinha. expliquei-lhe que o pai gostava muito dela, que ela tinha de falar mais com ele. disse-me que não tinha orgulho no pai e eu olhei muito para ela e disse: tens, madalena. basta olhar para ti, para saber que tens orgulho no teu pai. ela chorou muito, o tempo todo. e eu olhei para ela e ouvi-a e falei com ela. nunca parei de lhe fazer festinhas no cabelo. não te consigo explicar o quão grande me senti. o quão grande fui a afastar as tristezas dela e a prometer-lhe que tudo vai ficar bem. gosto muito de ti, inês.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
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